Visão Espírita
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Novo endereço do Visão Espírita
sábado, 4 de setembro de 2010
Os Girassóis
Abaixo publico o texto enviado pela amiga e leitora Magaly Ayalla.
Saúde e paz sempre.
Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é popularmente chamada de Girassol.
Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente pela luz solar. É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.
E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura? Certamente, em pouco tempo, ela morreria.
Assim como os Girassóis, nosso corpo também necessita da luz e do calor solar, da chuva e da brisa, para nos manter vivos.
Mas não é só o corpo físico que precisa de cuidados para que prossiga firme. O espírito igualmente necessita da luz divina para manter acesa a chama da esperança. Precisa do calor do afeto, da brisa da amizade, da chuva de bênçãos que vem do alto.
Todavia, é necessário que façamos esforços para respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis que nos envolvem.
Muitos de nós permitimos que os vícios abafem a nossa vontade de buscar a luz, e definhamos dia-a-dia como uma planta mirrada e sem vida.
Ou, então, nos deixamos enredar nos cipoais da preguiça e do amolentamento e ficamos a reclamar da sorte sem fazer esforços para sair da situação que nos desagrada.
É preciso que compreendamos os objetivos traçados por Deus para a elevação de seus filhos, que somos todos nós.
E para que possamos crescer de acordo com os planos divinos, o criador coloca à nossa disposição tudo o que necessitamos.
É o amparo da família, que nos oferece sustentação e segurança em todas as horas...
A presença dos amigos nos momentos de alegria ou de tristeza a nos amparar os passos e a nos impulsionar para a frente.
São as possibilidades de aprendizado que surgem a cada instante da caminhada tornando-nos mais esclarecidos e preparados para decidir qual o melhor caminho a tomar.
Mas, o que acontece conosco quando nos fechamos na redoma escura da depressão ou da melancolia e assim permanecemos por vontade própria?
É possível que em pouco tempo nossas forças esmoreçam e não nos permitam sequer gritar por socorro.
Por essa razão, devemos entender que Deus tem um plano de felicidade para cada um de nós e que, para alcançá-lo, é preciso que busquemos os recursos disponíveis.
É preciso que imitemos o Girassol. Que busquemos sempre a luz, mesmo que as trevas insistam em nos envolver.
É preciso buscar o apoio da família nos momentos em que nos sentimos fraquejar.
É preciso rogar o socorro dos verdadeiros amigos quando sentimos as nossas forças enfraquecendo.
É preciso, acima de tudo, buscar a luz divina que consola e esclarece, ampara e anima em todas as situações.
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e o convite da depressão rondar-te a alma, imita os Girassóis e busca respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis.
Quando as dificuldades e os problemas se fizerem insuportáveis, tentando sufocar-te a disposição para a luta, lembra-te dos girassóis e busca a luz divina através da oração sincera.
Desconheço a autoria
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Prêmio acumulado
Wellington Balbo – Bauru - SP
Em razão do acúmulo do prêmio da MEGASENA as lotéricas estão transbordando de gente. Todos ávidos pela sorte grande, afinal R$.80 milhões é dinheiro para garantir a tranqüilidade financeira de muitas gerações.
Minha filha que caminhava comigo pelas ruas da cidade ao ver a fila quilométrica de pretendentes a milionário, questionou-me se eu também queria ser um sortudo.
Respondi a ela que em meu caso ganhar essa fortuna não seria sorte, mas sim um grande azar.
Intrigada com a resposta quis a garota saber o motivo.
Então, expliquei as minhas razões para não querer me apoderar da "bolada". Disse que ainda não tenho consciência para lidar com a facilidade material e seria, indubitavelmente, colhido pelas tentações que o dinheiro proporciona. Despenharia no desfiladeiro dos vícios degradantes e seria desmoralizado por mim mesmo, pelas minhas próprias dificuldades. Não posso, portanto, me dar ao luxo de perseguir uma fortuna que em nada me ajudaria a superar minhas limitações.
Minha filha continuou sem entender, e eu, para sanar as dúvidas de seu coração adolescente, prossegui na digressão filosófica sobre as tentações da riqueza:
Contei-lhe que presenciei respeitáveis pais de família sendo seduzidos pelas artimanhas da moeda e, não raro, desviando-se do seu caminho. Lembrei-me de Mané Garrincha, o mago das pernas tortas que foi ludibriado pelas facilidades da vida embrenhando-se pelo caminho do álcool. No final da existência estava ele completamente dementado física e psiquicamente pelos exageros de todos os matizes.
Entretanto, não creia você amigo leitor que eu faço apologia à pobreza. Nada disso. O dinheiro abre muitas portas, sem dúvida. Devemos naturalmente buscar também o progresso material. Apenas relatei à garota que a prova da riqueza material não é esse mar de rosas que muitos pensam.
Aquele que se apodera de grande fortuna assume enorme responsabilidade perante a vida: a de contribuir para que a riqueza gere progresso e transforme destinos, erradicando a miséria e extirpando a ignorância.
Os bens da Terra são somente empréstimos de Deus para exercitamos a inteligência, solidariedade, coibir a avareza e também os excessos de todos os graus.
Para o Além não levaremos ações, bens materiais ou qualquer soma em dinheiro. Tudo que acumulamos será repassado aos herdeiros em autêntica troca de mãos.
Em famílias deseducadas quanto aos objetivos da existência humana essas fortunas costumam gerar dissensões. Causam infindáveis brigas Aqui e no Além gerando, inclusive, processos obsessivos entre os envolvidos na trama.
No livro Por um fio o médico cancerologista Drauzio Varela narra alguns dramas dos pacientes que estiveram sob sua tutela. O fator herança é em muitos casos um complicador por dois motivos:
1º O moribundo não quer deixar seus bens na Terra.
2º Os parentes não raro anseiam a morte do enfermo para desfrutar de suas economias.
Jesus afirmava: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus"
Naturalmente referia-se ao apego as coisas da matéria em detrimento aos valores do espírito. O apego às moedas é um tormento constante para a alma. Dia desses uma amiga confessou-me que não faz viagens para a Europa para não ter que pagar a passagem do marido. Jesus tinha razão: o indivíduo transita por dúvidas e dissabores mas não abre mão de sua fortuna, ou pelo menos parte dela. Até a diversão é deixada de lado para não gastar os tostões.
Pobre coitada! Priva-se de seus desejos porque não quer gastar com o companheiro de 20 anos. É uma escrava do dinheiro, sem dúvida.
Por essas e outras tentações é que prefiro, pelo menos atualmente, não me aventurar a fazer um joguinho. Vai que o azar está ao meu lado e eu me vejo na obrigação de administrar milhões sem a mínima condição de fazê-lo.
8º CONEC E SEMANA DE ESPIRITISMO DO CIRCUITO DAS ÁGUAS
palestras realizadas nas casas espíritas da U.S.E. Intermunicipal – Circuito das Águas nos dias 08 a 13 de outubro de 2010 por