quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A paz no mundo vira dos lares

A paz no mundo virá dos lares

A natureza respirava perfumes suaves, carreados nos braços dos
ventos brandos.

Pairavam nas mentes e nos corações ansiedades feitas de alegrias e

expectativas.

João, o discípulo amado, acercou-se de Jesus e, com serenidade,

interrogou:

Quando dizemos que Deus é nosso Pai Amantíssimo, porque é o

Criador de todas as coisas, devemos entender que todos somos irmãos,
mesmo em relação àqueles que se afastam de nós e nos detestam?

Sem dúvida, João. – confirmou o Amigo – Os maus e indiferentes,

os perversos e odiosos também são nossos irmãos, pois que, se fora
ao contrário, concordaríamos que existiria outro Genitor Divino.

Pertencemos todos à família universal, ligados, uns aos outros,

pela mesma energia que a tudo deu origem.

A fim de que o amor se estabeleça entre as criaturas de conduta e de

sentimentos tão difíceis, o Excelso Pai fez o ser humano também
co-criador.

Assim contribui com ele para o crescimento de cada um, através da

união conjugal, da qual surge a família consanguínea, que é a
precursora da universal.

Graças à união dos indivíduos pelo sangue, surgem as

oportunidades da convivência saudável, mediante o exercício da
tolerância e da fraternidade.

Tal exercício é treinamento para a compreensão dos comportamentos

tão diversos que serão enfrentados nos relacionamentos fora do lar.

* * *


Jesus deixa muito clara a importância da instituição familiar no

mundo.

Mostrando apenas uma de suas mil nuances abençoadas, o Mestre

reforça a dedicação que devemos aplicar no lar.

Somos co-criadores e tal deferência nos deve fazer sentir honrados e

felizes.

Não criamos almas, mas contribuímos para a criação dos novos

corpos que recebem, diariamente, Espíritos que ainda precisam voltar
à carne.

Assim, dos laços de sangue, pela íntima relação que proporcionam,

nascem novos amores ou se fortalecem antigos.

Dos laços de sangue nasce a oportunidade do reajuste, do perdão, da

aceitação.

Dos laços de sangue surge uma nova história, o renascer da água e

do Espírito, a chance de refazer os caminhos.

Desta forma, precisamos estar atentos à família que nos abraça.


Estão ali, muito claros para nós, os maiores objetivos que nos

trazem a mais uma encarnação na Terra.

Estão ali, nas diferenças e afinidades que nos unem, as provas

benditas que nos farão melhores hoje do que fomos ontem.

Estão ali, no coração do pai, da mãe, dos irmãos e dos filhos,

as sementes da nova era de paz que se estabelece gradualmente no
globo terrestre.

A paz no mundo virá dos lares. A paz no mundo virá do amor dos pais

aos filhos.

Virá da tolerância e do respeito dos filhos em relação a seus

pais. Virá da amizade entre os irmãos.

A paz no mundo reinará quando houver amor completo nas famílias.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 14


 do livro A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito

Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Em 29.06.2010.





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